BRASIL


Jovens combinam posições mais liberais nos costumes e maior identificação com Bolsonaro, diz pesquisa

Estudo revela que novas gerações apoiam mais direitos LGBTQIA+, mas mantêm forte adesão ao ex-presidente entre os homens

Foto: Reprodução/Pedro Girão/IBGE

 

Uma pesquisa divulgada pela Quaest, encomendada pelo instituto More in Common, mostra que os jovens brasileiros são menos conservadores em temas de costumes do que as gerações mais velhas, embora os homens dessa faixa etária sejam os que mais se identificam com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o estudo, a maioria dos jovens de 16 a 24 anos se define como conservadora, mas em proporção menor do que a observada entre pessoas mais velhas.

Entre homens dessa faixa etária, 68% se classificam como conservadores, enquanto entre mulheres o percentual é de 62%.

O levantamento ouviu cerca de 10 mil brasileiros entre janeiro e fevereiro de 2025 e avaliou opiniões relacionadas a gênero, sexualidade e política.

No campo político, homens de 16 a 24 anos, 42% afirmam se identificar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou com as ideias associadas ao bolsonarismo.

Entre homens de 25 a 54 anos, o percentual cai para 35%. para 29% na faixa de 55 a 64 anos e para 25% entre aqueles com mais de 65 anos.

De acordo com a pesquisa, entre os homens jovens, cerca de 70% concordam que casais gays devem ter direito a adotar crianças. Já entre as mulheres da mesma faixa etária, o percentual sobe para 83%.

Metade dos entrevistados também afirmaram que a homossexualidade deveria ser vivida de forma reservada, “entre quatro paredes”.

Sobre a “ideologia de gênero”, 59% dos jovens disseram que discussões sobre o tema nas escolas podem confundir a sexualidade das crianças, enquanto 55% defendem que questões relacionadas à sexualidade devem ser tratadas apenas pelas famílias, e não pelo ambiente escolar.