BAHIA


Operações na Bahia prendem 406 foragidos e bloqueiam R$ 102 milhões de facções

Entre os criminosos capturados estão líderes de facções localizados na Bolívia e nos estados do RJ, SP, MG e SC

Foto: Alberto Maraux/SSP

 

Operações contra facções resultaram na prisão de 406 criminosos foragidos da Justiça da Bahia e bloqueio de R$ 102 milhões provenientes de atividades criminosas, como tráfico de armas e drogas.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os números foram contabilizados desde 2023, com a implantação da Ficco (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), responsável por coordenar as ações de enfrentamento.

As ações miram sobretudo a chamada “asfixia financeira”, que concentra esforços em desbaratar esquemas de lavagem de dinheiro com auxílio de empresas de fachada e do mercado de capitais.

De acordo com a pasta, entre os criminosos capturados estão lideranças presas na Bolívia (apenas em 2026 foram seis alvos localizados no país vizinho) e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

Ao defender o trabalho integrado da Ficco, secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, diz se tratar da principal política de combate ao crime organizado promovida pelas forças policiais do estado.

Para Werner, a atuação no mesmo espaço físico de policiais militares, civis, federais, penais, rodoviários federais e peritos possibilita a permanente troca de informações e tomada rápida de decisões.

O coordenador da Ficco Bahia, delegado federal Eduardo Badaró, declarou que as operações Artemis e Hera vêm sendo realizadas de forma contínua no estado.

De acordo com ele, além do enfrentamento às facções criminosas, a força-tarefa tem como prioridade a captura de autores de crimes graves contra a vida, como homicídios, feminicídios e latrocínios.

Como exemplo, Badaró citou a prisão de um homem foragido da Justiça por assassinato que tentava deixar a Bahia. O suspeito foi localizado e detido na quarta-feira (3) na rodoviária de Salvador, no bairro de Águas Claras.