POLÍTICA


Vereador diz que professora ligada a sindicato teria salário de R$ 23 mil

Segundo Sidninho, "greve está sendo alimentada por quem não representa a categoria e quer tirar proveito político"

Foto: Antônio Queirós/CMS

 

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Sidninho (PP), disse que a professora Elza Melo, ligada a APLB Sindicato — representante da categoria —, teria um salário de R$ 23 mil, valor bem acima do piso estipulado aos profissionais que é estabelecido por lei.

A declaração do vereador ocorreu durante a sessão de segunda-feira (9) que abordou, justamente, a greve dos professores da rede de ensino da capital baiana. No discurso, Sidninho informou que apresentaria uma planilha com os vencimentos da categoria, argumentando que nenhum dos profissionais recebe abaixo do piso salarial, ao contrário que alegam os sindicalistas para manter a paralisação (veja vídeo abaixo).

“Eu pensei que nós tivéssemos falhado, que esta Casa tivesse falhado ao aprovar o reajuste, mas fizemos o nosso dever, porque esse documento (a planilha com os vencimentos) só comprova que essa greve está sendo alimentada por quem não representa a categoria e quer tirar proveito político de uma eleição que só ocorrerá daqui a um ano e meio, mas que já pune famílias e alunos em situação de vulnerabilidade”, declarou o progressista.

Em resposta, o presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), afirmou que se a denúncia do colega de Casa for comprovada, a categoria “perderia a razão” em manter a greve. “Se for verdade que os professores recebem acima do piso, podem ter certeza de que os servidores perderão toda a razão”, disse.

Oposicionista diz que greve ‘já não gira apenas em torno da reivindicação do piso’

Após as falas de Sidninho e Muniz, a líder da oposição, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), afirmou que debates como esse precisam ocorrer com a presença dos gestores, de modo a esclarecer todas as dúvidas.

Por sua vez, o também oposicionista Hamilton Assis (PSOL) afirmou que a greve já não gira apenas em torno da reivindicação do piso, mas principalmente pela aprovação de uma emenda que alterou todo o plano de carreira da categoria.