POLÍTICA


Deputado bolsonarista baiano defende transição de dez anos para fim da escala 6×1: ‘Quem vai pagar a conta?’

Capitão Alden (PL) afirmou que redução da jornada precisa ocorrer de forma gradual para evitar impactos econômicos e perda de empregos

Foto: Assessoria/Capitão Alden

 

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) justificou nesta quarta-feira (20) que assinou a emenda à PEC 221/2019, proposta que prevê regras de transição para o fim da escala 6×1, porque considera necessário “evitar impactos econômicos” e que as mudanças ocorram de forma “gradual e planejada”.

“Sou favorável ao debate sobre melhoria da qualidade de vida do trabalhador. Quem não quer trabalhar menos e viver melhor? O problema é fazer uma mudança dessa magnitude sem estudo econômico, sem planejamento e sem dizer quem vai pagar a conta”, disse o parlamentar.

A PEC 221/2019 propõe que as novas regras trabalhistas só passem a valer dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A proposta também estabelece que atividades consideradas essenciais poderão continuar com jornadas de até 44 horas semanais até que uma lei complementar regulamente o tema.

Segundo Alden, no entanto, a emenda não impede a discussão sobre a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O parlamentar disse ainda que o Brasil não resolveu problemas de “baixa produtividade”.

“O Brasil já resolveu problemas como baixa produtividade, alta carga tributária, burocracia e informalidade? Não podemos copiar apenas o resultado sem construir o caminho”, afirmou.

“Trabalhador precisa de qualidade de vida, mas também precisa de emprego, estabilidade, salário no fim do mês e uma economia funcionando”, disse.

Além de Alden, os deputados baianos que assinaram a emenda foram:Arthur Oliveira Maia (União Brasil), José Rocha (União Brasil), Roberta Roma (PL), João Carlos Bacelar (PL), Diego Coronel (Republicanos), Paulo Azi (União Brasil), Rogéria Santos (Republicanos) e Claudio Cajado (PP).