POLÍTICA


Vereadora cobra explicações de Bruno Reis sobre saúde materno-infantil em Salvador

Aladilce Souza afirmou que fragilidades na atenção básica comprometem acompanhamento de gestantes na capital baiana

Foto: Antonio Queirós/CMS

 

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) cobrou, na manhã desta segunda-feira (4), explicações do prefeito Bruno Reis (UB) sobre a condução da saúde materno-infantil em Salvador e afirmou que a capital enfrenta problemas na base do atendimento às gestantes.

“Salvador falha antes do parto. Falha no acompanhamento da gestante, falha no território e depois tenta tratar como problema hospitalar uma falha que começa muito antes, na atenção básica. O Plano Municipal de Saúde mostra que a própria Prefeitura conhece essas fragilidades. Não é a oposição que está inventando. São dados públicos, oficiais e produzidos pela gestão municipal”, declarou a parlamentar, que é enfermeira e autora da Lei Maternidade Certa.

As declarações têm como base o Plano Municipal de Saúde de Salvador 2022-2025, elaborado pela Secretaria Municipal da Saúde. O documento aponta baixa cobertura de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família, com índices de 13,4% e 15,1% no período analisado. Já na área materno-infantil, o percentual de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal ficou entre 64,3% e 66,5%.

Para Aladilce, os dados revelam falhas anteriores ao atendimento hospitalar. “Quando uma gestante não é acompanhada como deveria, quando a atenção básica não chega com força ao território e quando a rede não garante prevenção, exames, vacinação, tratamento e busca ativa, a consequência aparece depois nas maternidades, na neonatologia, na pediatria e na regulação. A Prefeitura não pode fugir dessa responsabilidade”, afirmou.

A vereadora também defendeu que o debate sobre saúde materno-infantil em Salvador vá além da divulgação de obras e ações institucionais. Segundo ela, a cidade precisa fortalecer a atenção básica, ampliar equipes de saúde e garantir acompanhamento adequado às gestantes.

“Bruno Reis precisa explicar por que Salvador ainda convive com indicadores tão baixos em áreas essenciais. A capital não pode terceirizar suas falhas nem tentar esconder que a primeira responsabilidade da Prefeitura é cuidar da população no território. A saúde da mulher, da gestante e da criança começa na unidade básica, no acompanhamento contínuo e na prevenção. E é justamente aí que Salvador tem falhado”, concluiu Aladilce.