POLÍTICA


Aliados veem agendas de Trump como trunfo indireto para Flávio Bolsonaro 

Medidas em discussão nos EUA poderiam reforçar discurso político do senador no Brasil 

Foto: Montagem/MundoBA

Lideranças bolsonaristas avaliam que duas pautas em análise no governo do ex-presidente Donald Trump podem ter impacto indireto nas pretensões eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Apesar disso, esses aliados descartam, ao menos por ora, a possibilidade de um apoio público direto de Trump ao parlamentar. 

Entre os temas considerados estratégicos está a possível retomada de sanções com base na Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Outro ponto citado é a eventual classificação de facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas por parte do governo norte-americano. 

Na avaliação de interlocutores do senador, essas iniciativas poderiam fortalecer o discurso político voltado à segurança pública e ao combate ao crime organizado, além de mobilizar parte do eleitorado alinhado a essas pautas. 

Nos bastidores, contudo, aliados reconhecem que a reativação da Lei Magnitsky contra Moraes não é um processo simples. A medida dependeria de uma decisão direta de Trump para reverter a própria revogação anterior. A sanção havia sido aplicada em 30 de junho de 2025, mas foi suspensa em 12 de dezembro do mesmo ano. Entre seus efeitos estão restrições a transações financeiras e ao acesso a serviços nos Estados Unidos. 

Mesmo com incertezas sobre a viabilidade dessas ações, o tema é acompanhado de perto por aliados de Flávio Bolsonaro, que enxergam nas movimentações internacionais possíveis reflexos no cenário político brasileiro.