POLÍTICA


Vereadora acusa gestão Bruno Reis de ‘censura’ e ‘perseguição política’ após mudanças em ato do Dia do Trabalhador

Marta Rodrigues afirma que decisão interfere no direito de manifestação e critica restrições a mobilizações populares em Salvador

Foto: Câmara de Vereadores de Salvador

 

A vereadora Marta Rodrigues (PT) criticou, nesta sexta-feira (1º), a decisão da gestão do prefeito Bruno Reis (UB), que interferiu no local de realização de manifestações do Dia do Trabalhador em Salvador. Segundo a parlamentar, a medida representa um ataque à democracia e aos direitos sociais, além de configurar censura e perseguição política.

De acordo com Marta, a decisão estaria ligada às pautas tradicionalmente defendidas nos atos de 1º de Maio. “Estamos diante de um grave episódio de censura e perseguição política. Não é coincidência que isso aconteça justamente no Dia do Trabalhador, quando vão às ruas pautas como o fim da escala 6×1, a luta contra distorções na lei da dosimetria, a defesa dos direitos trabalhistas, valorização salarial e justiça social. São bandeiras que esse grupo político menospreza”, afirmou.

A edil também declarou que impedir ou dificultar a ocupação de espaços simbólicos da cidade enfraquece o significado político da mobilização. “O prefeito Bruno Reis não queria que um dos principais cartões-postais de Salvador estivesse ao lado da vontade do povo, que vai às ruas lutar por direitos. Existe uma escolha política clara de impedir que essas vozes ganhem visibilidade”, disse.

Ainda segundo Marta, haveria uma atuação deliberada para dificultar manifestações populares. “Há uma ação política para que essas pautas não avancem. Quando se tenta silenciar o povo, o que está em jogo não é apenas um evento, mas o próprio direito à manifestação. E nós não vamos aceitar qualquer tentativa de calar a luta dos trabalhadores”, completou.

“O direito de manifestação é garantido pela Constituição. Qualquer tentativa de restringi-lo precisa ser denunciada e enfrentada”, destacou.