BRASIL


Assassinatos no campo dobram no país, diz pesquisa

Comissão Pastoral da Terra apresenta dados sobre conflitos em 2025

Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

 

Os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram de 2024 para 2025, de 13 para 26 vítimas. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que lançou nesta segunda-feira (27) a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil.

A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).

“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.

Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.

O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.

Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105). Com informações da Agência Brasil.