MUNDO


Acordo entre UE e Mercosul deve ser validado “o mais rápido possível”, diz chanceler alemão

Tratado entra em vigor na próxima semana, de forma provisória, após mais de 25 anos de negociações

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, afirmou, nesta segunda-feira (20), que o Brasil é um parceiro comercial importante “em um mundo cada vez mais complexo”, e defendeu que o tratado entre União Europeia (UE) e Mercosul deve ser ratificado “o mais rápido possível”.

“Com esse acordo da União Europeia e Mercosul, ambas as partes do Atlântico vão se beneficiar e criar mais crescimento econômico. […] Não vamos dar um passo atrás. O processo de ratificação precisa ser concluído o mais rápido possível, só precisa de acordo na União Europeia e no Parlamento Europeu”, afirmou Merz, na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA).

O acordo entre os blocos, em negociação há mais de 25 anos, entra em vigor na próxima semana, em 1º de maio, mas ainda com status provisório, devido à necessidade de uma etapa final de retificação.

Ainda em sua declaração, o chanceler descreveu o Brasil como um parceiro no qual se pode confiar e manifestou desejo de firmar parcerias já pautadas anteriormente.

“O Brasil é um parceiro importante em um mundo cada vez mais complexo. Queremos reavivar parcerias antigas. Temos acordo comum em política mundial em que podemos confiar em combinados e contribuir para a solução de problemas globais. […] Comércio livre e justo só pode ser realizado sobre relações consolidadas em regras”, completou Merz.

O chanceler alemão destacou a capacidade dos mercados da Alemanha e do Brasil e disse ser possível dobrar o comércio exterior entre os dois países, proposta feita pouco antes de sua fala pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

“Antes do acordo, a balança comercial estava em US$20 bilhões. Pelo tamanho das economias, é muito pouco e vamos aumentar. Concordo com o presidente [Ricardo] Alban, vamos dobrar esse volume”, disse Merz. O presidente da CNI defendeu, durante sua fala, que Brasil e Alemanha sejam mais que parceiros, “que sejam cúmplices”.