ENTRETENIMENTO


Mãe de Oruam rompe o silêncio e relata impacto de investigações: ‘A dor maior foi o julgamento’ 

Márcia Nepomuceno fala sobre acusações, exposição nas redes e o processo de reconstrução emocional após decisão judicial favorável 

Foto: reprodução/ redes sociais

Após semanas de intensa repercussão e investigações envolvendo seu nome e o do filho, o cantor Oruam, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno decidiu se pronunciar publicamente sobre o momento vivido pela família. Em entrevista concedida com exclusividade ao ‘portal LeoDias’ nesta sexta-feira (17), ela detalhou os efeitos emocionais da crise e o impacto da exposição nas redes sociais. 

Segundo Márcia, apesar de ter obtido decisões judiciais favoráveis, lidar com a opinião pública foi o maior desafio. Ela relata que ver o filho envolvido em acusações já foi doloroso, mas o julgamento precipitado das pessoas ampliou o sofrimento. Para a mãe do artista, muitos comentários feitos nas redes ignoram a realidade dos envolvidos e acabam agravando a situação. 

O caso ganhou notoriedade em meio às investigações que também atingem Oruam, que enfrenta um período delicado na Justiça. Nos últimos meses, o cantor passou a ser alvo de medidas judiciais e teve seu nome associado a diferentes controvérsias, aumentando a visibilidade e a pressão sobre a família.  

Ao falar sobre o filho, Márcia adotou um tom acolhedor, destacando a importância de apoio e amadurecimento. Ela afirma que o momento exige calma, aprendizado e confiança no tempo, reforçando que seguirá ao lado dele durante todo o processo. 

Mesmo com a reversão de decisões judiciais que, segundo ela, reforçam sua versão, Márcia diz ainda perceber desconfiança por parte do público. Ela critica a forma como a história foi divulgada, alegando que muitos aspectos de sua trajetória foram ignorados, o que contribuiu para uma imagem distorcida. 

Márcia chegou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma operação que apurava a atuação de integrantes do Comando Vermelho. Na ocasião, foi considerada foragida após não ser localizada e apontada como possível intermediária de comunicação entre membros da facção dentro e fora do sistema prisional. Posteriormente, a Justiça do Rio considerou ilegal o decreto de prisão temporária contra ela, anulando o mandado e retirando essa condição. 

A decisão de se manifestar agora, segundo ela, ocorreu após um período de recolhimento. Márcia revelou que está em acompanhamento psicológico e que precisou priorizar sua saúde mental antes de falar publicamente. 

Dentro de casa, os reflexos da crise foram intensos. Mãe de cinco filhos e responsável também por um neto, ela descreve o período como extremamente difícil, marcado pela sensação de invasão causada pela exposição. Segundo Márcia, sempre lutou para criar os filhos praticamente sozinha, e ver a família sob escrutínio público trouxe um impacto profundo. 

A fé teve papel central nesse processo. Autora de um livro de temática cristã, ela afirma ter encontrado na espiritualidade a força necessária para seguir em frente, mesmo nos dias mais difíceis. Hoje, diz encarar a reconstrução de forma gradual, vivendo um dia de cada vez. 

Márcia é esposa de Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho, preso desde os anos 1990 por crimes como tráfico de drogas e homicídios. Investigações indicam que ele ainda exerce influência na organização criminosa mesmo estando encarcerado.