JUSTIÇA


Beto Louco entrega proposta de delação que implica magistrados na Carbono Oculto

Lista de documentos inclui dados e dezenas de celulares dos quais os investigadores poderão extrair informações para comprovar os crimes apurados

Empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco (à esq.), e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de Primo (à dir.) – Imagem: Reprodução/TV Globo e Polícia Civil de SP

 

O empresário Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”, entregou ao Ministério Público de SP os anexos de sua proposta de delação premiada na qual relata a participação de servidores e magistrados do Estado no esquema que envolve infiltração do crime organizado em negócios regulares da economia formal, como postos de gasolina, padarias e fintechs.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a lista de documentos inclui dados de corroboração e dezenas de celulares dos quais os investigadores poderão extrair informações para comprovar os crimes apurados.

As suspeitas são de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro, investigados pela megaoperação Carbono Oculto.

A delação não envolve pessoas com foro privilegiado em Brasília, de acordo com a coluna da Folha.

No ano passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República), comandada por Paulo Gonet, rejeitou a delação de Beto Louco, que citava, entre outros políticos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).