ECONOMIA


Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos do Banco Master, diz site

Autarquia alega risco à estabilidade financeira e investigações; TCU cobra detalhamento sobre o que deve permanecer sob restrição até 2033

Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Assessoria/Banco Master

 

O Banco Central (BC) impôs um sigilo de oito anos aos documentos relacionados à decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. A informação consta em resposta a um pedido feito pela CNN via LAI (Lei de Acesso à Informação).

Segundo o BC, a divulgação imediata dos documentos sobre o caso iria contra o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou o sigilo aos documentos em novembro de 2025.

Os arquivos sobre a interrupção das atividades do Banco Master permaneceram em segredo até novembro de 2033.

A autarquia federal também concordou com o sigilo aos documentos, justificando que eles podem comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.

Ainda de acordo com a CNN, no final de março deste ano, o ministro Jhonatan de Jesus, relator das investigações no TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a conduta do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master, acionou a autoridade monetária sobre a eventual retirada de sigilo das documentações anexadas ao processo.

No documento, o ministro pede que o Banco Central indique especificamente quais peças ou trechos do processo precisam permanecer sob restrição de acesso ou se todos os documentos podem ser liberados publicamente.