POLÍTICA


Carballal rebate Reinaldinho: ‘Herdeiros não aceitam indígena no poder’

Reação ocorre após Reinaldinho insinuar haver algo “forte” no café da CBPM

Foto: Divulgação/GeoMinE 2025

 

A resposta veio sem açúcar e com gosto de minério. Após a ironia lançada pelo ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldinho, que insinuou haver algo “forte” no café servido na Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), o presidente da estatal, Henrique Carballal, classificou a fala como um sinal de incômodo das elites diante de quem rompe a lógica da herança.

As insinuações de Reinaldinho sobre o café da CBPM ocorreram após Carballal afirmar, em entrevista ao podcast Pinga Fogo, do MundoBa, que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), será presidente da República. A fala repercutiu no meio político e motivou a ironia do coordenador da pré-campanha de ACM Neto (União Brasil). 

“Quem é herdeiro, os netinhos, os filhinhos, principalmente quando são brancos e herdeiros de grandes fortunas e de grandes espaços da política, normalmente não aceitam a ideia de um indígena, dos povos originários, dos negros, pobre e com a cara do nosso povo ocupar os cargos de direção do Estado”, rebateu Carballal.

Para o presidente da CBPM, as falas de Reinaldinho refletem a resistência de setores tradicionais da política à presença de lideranças com origem popular em cargos de gestão. “Isso incomoda profundamente essas pessoas que sabem que, quando pessoas como Jerônimo, como Lula, vão para o governo, o seu olhar enquanto estadista é na defesa dos interesses dos mais necessitados e na construção de uma sociedade mais justa para todos”, declarou. 

Em resposta direta à ironia sobre o café, Carballal devolveu a provocação. “O café que a gente serve na CBPM tem minerais críticos, tem tecnologia, tem inovação, tem desenvolvimento, tem geração de emprego, tem geração de renda”, rebateu. “Mas quem nunca precisou fazer o próprio café não entenderia”, ironizou.