ELEIÇÕES


Alckmin critica adversário e diz que ‘quem defende ditadura não devia ser candidato’

Vice-presidente comentou cenário eleitoral e reforçou discurso em defesa da democracia

Foto: Cadu Gomes/VPR

 

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (3) que políticos que defendem regimes autoritários não deveriam disputar eleições. A declaração foi feita ao comentar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Durante café da manhã com jornalistas, Alckmin ressaltou que a disputa eleitoral deve ser pautada pela defesa da democracia. “Democracia, nós salvamos a democracia, versus ditadura, autoritarismo. Quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acreditar no povo, por que disputar?”, questionou. Ele também minimizou pesquisas eleitorais recentes, destacando que os levantamentos refletem apenas o momento atual.

Pré-candidato à reeleição como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin afirmou que a campanha será o momento de comparar gestões. Segundo ele, o debate deve opor democracia e autoritarismo no cenário político nacional. “O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. Vai poder comparar governos”.

O vice-presidente também comentou a entrada de outros nomes na disputa, como Ronaldo Caiado, avaliando que o grande número de candidaturas é reflexo do sistema multipartidário brasileiro. Apesar disso, defendeu a redução gradual do número de partidos para facilitar a governabilidade.

“Diferente de outros países, que têm cinco ou seis partidos, temos mais de 30. É natural que tenha mais candidatos, não vejo problema nisso. É natural que, no futuro, venhamos reduzindo o número de partidos. Há um multipartidarismo exagerado, com a cláusula de barreira, ir limitando um pouco o número de partidos. Dificulta a governabilidade, tem de ter menos partidos”, disse.

Ao falar sobre sua pré-candidatura, Alckmin disse ter se sentido “honrado” com o convite de Lula e afirmou que a campanha será conduzida com foco no país. “Vamos suar a camisa. Não vejo como mata-mata ou corrida de cavalo. Uma campanha é um ato de amor, amor ao país, amor ao povo”, concluiu.