POLÍTICA


Zé Neto critica CPMI do INSS e diz que comissão virou ‘palanque político’

Parlamentar comemorou o fim dos trabalhos, afirma que investigações já avançam na PF e no STF e atribui origem das fraudes a medidas do governo Jair Bolsonaro

Foto: Lucas Franco/MundoBA

 

O deputado federal Zé Neto (PT) defendeu na manhã desta quinta-feira (2°) que a CPMI do INSS não tenha continuidade, e afirmou que a oposição fez da pauta um “palanque político”.

“Eu acho que virou um palanque político, desde o começo a oposição queria isso, infelizmente no Brasil a gente vive isso”

O relatório final da CPMI, feito pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi negado por parlamentares no último sábado (28°), dando fim à comissão. O documento recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

Para Zé Neto, os possíveis resultados de uma eventual continuidade da CPMI já vêm sendo alcançados por meio das investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

“No final você pega o resultado da CPMI e coloca na Polícia. Então se a Polícia e o Supremo já estão investigando, não vai ficar ‘pedra sobre pedra’, como não estar, agora ainda tem essa de Vorcaro, que tem muitas interligações”.

Mesmo com o envolvimento de políticos de diferentes espectros nas fraudes do INSS, o parlamentar argumenta que o cenário teria sido possibilitado por mudanças implementadas durante o governo Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, ampliaram a atuação de fintechs em operações financeiras.

“Quando chegou em 2020, que o governo anterior abriu pra qualquer banco, sem critério, virou essa situação absurda que atingiu gravemente os aposentados do nosso país. Espero que a Justiça, a Polícia Federal, o Ministério Público, e as instituições deem a resposta independente desse palanque”, disse Zé Neto.

 

 

 

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