POLÍTICA


Investigação da PF contra Marcinho Oliveira não se confunde com atividades institucionais, diz Alba

Gabinete do deputado foi alvo de busca e apreensão durante operação na manhã desta quarta (1º)

Foto: Ascom/Alba

 

A Alba (Assembleia Legislativa do Estado da Bahia) informou em nota que a Polícia Federal fez busca e apreensão no gabinete do deputado Marcinho Oliveira na manhã desta quarta-feira (1º).

Ex-vice-prefeito de Santaluz e atual presidente do PRD na Bahia, o parlamentar é suspeito de integrar um esquema de desvio de verbas públicas a partir de contratos de locação de veículos no município de Serrinha, além de crimes de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.

O ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PSD), também foi alvo da ação.

O MundoBA não conseguiu localizar as defesas de ambos.

De acordo com a Alba, a diligência da PF foi executada de forma regular, já que foi assegurado o pleno acesso dos agentes públicos às dependências da Casa, conforme termos da decisão judicial.

O Legislativo acrescenta que a investigação em curso não se confunde com as atividades institucionais do parlamento e diz reafirmar seu compromisso com os princípios constitucionais da legalidade, da transparência e da governança pública.

“A Casa reitera, ainda, que mantém postura de absoluta colaboração com as autoridades competentes, não criando qualquer embaraço ao exercício das funções do Poder Judiciário, do Ministério Público e das instituições policiais”, disse no comunicado.

De acordo com a PF, Adriano Lima teria fraudado licitações de locação de veículos à época em que era prefeito de Serrinha, entre 2017 e 2024. As apurações apontam que as irregularidades foram cometidas em conjunto com outros servidores de Serrinha e em conluio com a empresa vencedora e firmas cooptadas.

Segundo as investigações, Marcinho Oliveira seria o proprietário da empresa envolvida no esquema.
Após a manipulação do processo licitatório, também foi identificado que o parlamentar efetuava transferências e pagamentos em dinheiro a servidores e gestores, sendo esses recursos provenientes do superfaturamento e da não execução dos serviços.

Os contratos investigados foram firmados durante a gestão de Adriano Lima.