POLÍTICA


Bruno volta a trocar farpas com Rui e chama críticas à sua gestão na saúde de ‘engodo’ eleitoral

Prefeito rebateu declarações do petista de que a rede estadual está sobrecarregada por falta de equipamentos municipais

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, rebateu nesta segunda-feira (30) novas críticas do ministro Rui Costa (Casa Civil) à gestão da saúde no município e disse que a capital não tem hospitais de emergência, o que, segundo ele, sobrecarrega as unidades da rede estadual.

As declarações do petista foram feitas ao lado do ministro Alexandre Padilha (Saúde), durante inauguração da 1ª etapa do ambulatório do Hospital da Mulher, no Largo de Roma, na capital baiana.

Em resposta, Bruno Reis classificou as falas como “engodo e propaganda de véspera de eleição”.

“Eles governavam a cidade e governam o estado há 20 anos. Quando eles nos entregaram à prefeitura, inclusive o secretário de saúde era do PT, Salvador não tinha nenhum hospital. Nós estamos indo para o terceiro. Está praticamente pronto. Provavelmente a gente inaugura essa semana ainda”, afirmou o prefeito durante a entrega de uma escola reformada no bairro de Piatã.

Bruno Reis disse que Salvador não tinha hospitais municipais antes de sua gestão e da administração de ACM Neto, seu padrinho político e pré-candidato a governador “Salvador não tinha nenhum hospital. Nós estamos indo para o terceiro. Um deles está praticamente pronto. Provavelmente a gente inaugura ainda esta semana”, afirmou.

Sobre à carência de maternidades mencionadas por Rui Costa, Bruno Reis declarou que a unidade José Maria de Magalhães Neto foi construída no governo Paulo Souto.

“Essa turma é boa de falar. De fazer, que é bom, nada”, acrescentou.

“O ministro esquece, às vezes, que ele está no poder há 20 anos, que ele é ministro. Ele tem que trabalhar, entregar, não ficar enganando o povo com papel para lá, papel para cá.”

Em deu discurso na presença de Padilha, Rui Costa disse que 100% da rede de emergência hospitalar “de portas abertas” são geridas pelo governo do Estado. “O município não tem um hospital de emergência de porta aberta. Os dois existentes são porta fechada. Até a data de hoje, não tem nenhuma maternidade no município. Não tem nenhuma casa de parto no município”, afirmou.