POLÍTICA


Lindbergh pede ao STF que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e não ‘fuja como Zambelli’

Líder do PT na Câmara cita Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente que está nos EUA, como exemplo

Foto: Agência Brasil/Arquivo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a corte obrigue o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar, A petição foi apresentada nesta quarta-feira (5) e aponta risco de fuga e tentativa de obstrução das investigações em curso contra o ex-chefe do Planalto, segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

O deputado petista alega risco de fuga do ex-presidente, citando como precedente a deputada Carla Zambelli (PL-SP), que disse ter deixado o Brasil e que não voltará ao país.

“É preciso evitar que ele fuja como a Zambelli”, diz.

Além da deputada, o parlamentar menciona Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O filho do ex-presidente está nos EUA para, segundo diz, articular sanções do governo de Donald Trump contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

“Posteriormente à formalização da denúncia [da PGR], Jair Bolsonaro tem adotado posturas públicas e privadas que denotam periculosidade processual concreta, com risco real à instrução criminal, à aplicação da lei penal e à preservação da ordem pública e institucional”, diz Lindbergh no documento.

“Ambos [Eduardo e Zambelli] são investigados em procedimentos análogos e possuem conexão direta com Jair Bolsonaro, que inclusive admitiu publicamente o financiamento da permanência de Eduardo nos EUA por meio de doações realizadas via Pix”, prossegue.

Lindbergh pede a proibição de acesso de Bolsonaro a embaixadas, consulados, aeroportos, rodoviárias, portos e fronteiras.

Também solicita o impedimento de contato com testemunhas e investigados no processo no STF contra o núcleo central da trama golpista de 2022 e que Bolsonaro não possa sair do Distrito Federal sem autorização judicial.

A representação também menciona que Bolsonaro foi alvo de outra representação anterior por ter feito ligação telefônica ao senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente, na véspera do depoimento dele nos autos da ação penal.