ECONOMIA


BRB cobra R$ 1,78 milhão de ex-presidente

Banco também solicitou penhora de imóveis vinculados ao ex-dirigente

Foto: BRB

 

O Banco de Brasília (BRB) acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 1,78 milhão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, e solicitou a penhora de imóveis vinculados ao ex-dirigente. A informação é do site BPMoney.

Dois contratos compõem o débito: um de empréstimos consignados, no valor de R$ 799,4 mil, e outro de empréstimos pessoais, que somam R$ 978,3 mil.

Segundo o banco, clientes deixaram de pagar parcelas de operações contratadas entre 2020 e 2024, o que levou ao vencimento antecipado das dívidas.

A Justiça autorizou o registro das ações nas matrículas dos imóveis do ex-presidente, o que pode dificultar a venda dos bens.

De acordo com fontes próximas ao caso, investigadores identificaram ao menos cinco propriedades, entre casas e apartamentos, em nome de Costa.

Agora, o BRB aguarda a formalização da notificação judicial para avançar com o pedido de penhora.

 

Prazo para pagamento

Em uma das ações, a Justiça determinou que Costa quite a dívida em até três dias úteis, incluindo custos processuais e honorários advocatícios.

Caso opte pelo parcelamento, o ex-presidente deverá pagar ao menos 30% do valor total em até 15 dias, podendo dividir o restante em até seis parcelas mensais, com juros de 1% ao mês.

O não pagamento de qualquer parcela pode levar à retomada do bloqueio dos bens e aplicação de multa de 10% sobre o saldo devedor.

Investigação

Costa é investigado por suspeitas de irregularidades em operações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal conduziu a operação “Compliance Zero” e afastou Costa do cargo em novembro de 2025.

No entanto, durante sua gestão, o volume de crédito concedido a integrantes da alta cúpula do banco cresceu mais de 500%, saltando de R$ 36,3 milhões para R$ 226 milhões em cerca de seis meses, segundo reportagens.

Em resposta a questionamentos, o BRB afirmou que as operações seguiram critérios de mercado, sem condições diferenciadas para executivos.

Procurado, o ex-presidente não comentou o caso. A defesa afirmou que o endividamento demonstra que ele não possui elevado patrimônio.