ELEIÇÕES


ACM Neto e Jaques Wagner firmam acordo para tirar caso Master da disputa eleitoral, diz jornal

Aliados de ambos políticos teriam fechado pacto de não agressão após revelações sobre repasses ligados ao banco

Fotos: Assessoria/ ACM Neto e Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

Os grupos políticos do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), fecharam um acordo de bastidores para deixar o caso Master fora da disputa eleitoral da Bahia neste ano. A informação é do jornalista Sérgio Roxo, do jornal O Globo.

Neto irá disputar novamente o governo da Bahia, enquanto Wagner tentará renovar o seu mandato de senador, além de apoiar a reeleição do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).

Procurados, ambos os políticos não se manifestaram, segundo O Globo.

Ligações com o Master

No dia 11 de março foi revelado pelo mesmo jornal que, com base em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. A quantias foram repassadas logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024.

Sobre essas acusações, Neto afirmou que os valores são referentes a serviços de consultoria e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça.

Já o portal Metrópoles noticiou no dia 18 que a nora de Jaques Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que tem como sócia Bonnie Toaldo Bonilha, casada com um enteado do senador. O contrato foi firmado em 2021.

Sobre esse caso, o petista afirmou, por meio de nota, que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.

Além de Wagner, o PT da Bahia mantinha relações com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Segundo a matéria, por conta das revelações recentes, aliados tanto de Jaques Wagner como de ACM Neto conversaram e concluíram que a exploração do caso Master não seria benéfica para nenhum dos lados e decidiram selar o pacto de não agressão em cima desse tema.