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Israel promete intensificar ofensiva contra o Irã com apoio dos EUA 

Ministro da Defesa afirma que ataques continuarão até eliminar ameaças na região, enquanto conflito amplia tensão no Oriente Médio 

Foto: Avi Ohayon/Governo de Israel

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou neste sábado (21) que as operações militares conduzidas por Israel em conjunto com os Estados Unidos contra o Irã devem ser ampliadas de forma significativa nos próximos dias. 

Em declaração divulgada em vídeo pelo Ministério da Defesa, Katz afirmou que o objetivo é manter e aprofundar a ofensiva contra o que classificou como ameaças estratégicas do regime iraniano. Segundo ele, a ação inclui atingir lideranças e reduzir a capacidade militar do país, até que, nas palavras do ministro, sejam eliminados riscos aos interesses de Israel e dos EUA na região. 

No mesmo dia, Israel e Irã voltaram a trocar ataques, evidenciando a escalada do conflito. Paralelamente, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de milhares de fuzileiros navais. O presidente americano, Donald Trump, também criticou aliados da Otan, acusando-os de não contribuir suficientemente para ações estratégicas, como a segurança no Estreito de Ormuz. 

Desde o início das hostilidades, em 28 de fevereiro, o confronto já deixou milhares de mortos e provocou impactos globais, incluindo a alta nos preços da energia e o aumento das preocupações com uma guerra regional prolongada. 

O conflito começou após uma ofensiva coordenada entre EUA e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes da alta cúpula do regime. Segundo autoridades americanas, também foram destruídos ativos militares iranianos, como embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves. 

Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos em diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que suas ações têm como foco interesses ligados aos EUA e a Israel nesses territórios. 

Dados de organizações de direitos humanos indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca confirmou a morte de ao menos sete militares americanos em decorrência dos ataques iranianos. 

A crise também se estendeu ao Líbano, onde o grupo Hezbollah, aliado do Irã, realizou ataques contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra alvos no país vizinho, elevando o número de vítimas. 

Após a morte de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã. Analistas avaliam que a mudança não deve alterar significativamente a linha política do regime. O presidente Donald Trump criticou a escolha, classificando-a como equivocada e afirmando que o novo líder é inaceitável para a condução do país.