ECONOMIA


Exportadores pedem apoio ao governo Lula para reduzir impactos da guerra no Oriente Médio

Setor solicita crédito e medidas emergenciais para manter fluxo de embarques diante de entraves logísticos

Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

 

Diante da escalada da guerra no Oriente Médio, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitou ao governo federal a adoção de medidas para mitigar perdas financeiras provocadas por impactos logísticos e nas rotas de comércio internacional de alimentos.

A entidade, que representa exportadores de carne de frango, suína, ovos e material genético avícola, encaminhou pedido ao Ministério da Fazenda para criação de mecanismos de apoio ao capital de giro das empresas do setor.

“Entendemos ser oportuno avaliar a adoção de instrumentos extraordinários de apoio financeiro às exportações, voltados especificamente à mitigação de impactos logísticos temporários decorrentes de eventos geopolíticos excepcionais. Iniciativas semelhantes já foram adotadas pelo Governo Federal em momentos anteriores de elevada volatilidade internacional, como no âmbito de programas de estímulo ao crédito e à liquidez para setores estratégicos da economia”, diz o texto.

Entre as propostas apresentadas estão a criação ou ampliação de linhas de crédito emergenciais para capital de giro, o alongamento de prazos e flexibilização de financiamentos ligados ao comércio exterior, além da oferta de linhas de pré e pós-embarque com condições diferenciadas por meio de bancos públicos.

A ABPA também sugere mecanismos para reduzir riscos logísticos e financeiros, com o objetivo de preservar a competitividade das exportações brasileiras em um cenário de instabilidade internacional.

Segundo a entidade, as medidas visam garantir liquidez temporária às empresas, permitindo a continuidade dos embarques enquanto as rotas globais são reorganizadas.

“Ressaltamos que não se trata de um problema estrutural do setor produtivo, mas sim de um efeito conjuntural decorrente de fatores geopolíticos externos, que impactam o funcionamento das cadeias logísticas globais”, conclui o texto.

Com informações da CNN Brasil