POLÍTICA


Wagner critica ‘oportunismo’ na alta de combustíveis e defende reeleição de Lula frente a guerras globais

“A gente tinha uma distribuidora da Petrobras, que foi privatizada", afirmou o petista

Foto: Rafael Nunes

 

O senador Jaques Wagner (PT) criticou nesta sexta (20) a recente alta nos preços dos combustíveis, classificando o ato como ‘oportunismo em cima da população’. “É bom deixar claro que o combustível que está sendo vendido agora não chegou com preço novo depois da guerra, já estava aqui”, disse em entrevista à Rádio 93 FM de Jequié.

O líder do governo no Senado defendeu ainda a importância de proteger a produção brasileira de setores estratégicos, como o petróleo, para preservar o bolso da população e a soberania nacional.

“A gente tinha uma distribuidora da Petrobras, que foi privatizada. Antes, o governo tinha o poder de regular os preços para beneficiar a população. Na iniciativa privada, cobram o preço que quiserem. Se o governo tivesse o controle da Refinaria Landulfo Alves [Rlam], a gente poderia hoje controlar esse preço e evitar o impacto”, afirmou

Eleição e guerra

Wagner alertou que, se a guerra no mundo se estender, o risco de escassez de produtos é real, já que boa parte das nações que produzem fertilizantes estão envolvidas nos conflitos, o que pode afetar o agronegócio. O senador defendeu a reeleição do presidente Lula como fundamental no atual cenário.

“O mundo está olhando para o Brasil porque, diante da guerra de Rússia e Ucrânia, Oriente Médio e EUA, a eleição de Lula, esse ano, significa uma voz da paz, e não a insensatez da guerra. Lula é reconhecido, no mundo inteiro, como um dos maiores estadistas e o mundo precisa de liderança humanista e estabilidade”, declarou.