ECONOMIA


Petróleo e GNL disparam após ataques a instalações energéticas no Oriente Médio

Barril Brent, referência do mercado, chegou a US$ 119, valor mais alto desde 9 de março

Foto: Reprodução/Freepik

 

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira (19), impulsionados pela escalada de tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência global, ultrapassou os US$ 119 — maior nível em mais de uma semana — após o Irã atacar instalações energéticas na região em resposta a uma ofensiva de Israel contra o campo de gás de Pars Sul. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Nos primeiros negócios na Europa, o Brent chegou a US$ 119,11, com alta de 10,9%, antes de desacelerar para US$ 112,21 por volta das 12h45 (horário de Brasília). Já o WTI atingiu pico de US$ 100,21 no mesmo horário, avanço de 4,8%.

A valorização ocorre em meio a um cenário de maior risco para a oferta global. O WTI segue sendo negociado com desconto em relação ao Brent — o maior em 11 anos — pressionado pela liberação de reservas estratégicas dos Estados Unidos e custos elevados de transporte, enquanto o Brent recebe suporte direto das tensões geopolíticas.

O gás natural liquefeito (GNL) também disparou. Na Europa, o índice TTF subiu até 35%, alcançando 74 euros por MWh — maior patamar desde o início do conflito — antes de recuar para 65 euros. Antes da escalada, os preços giravam em torno de 32 euros.

Segundo a analista Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, os ataques à infraestrutura energética e a morte de lideranças iranianas indicam risco de interrupção prolongada no fornecimento de petróleo.

O cenário é agravado pela paralisação quase total do tráfego no Estreito de Hormuz, rota por onde escoa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.