ECONOMIA


Greve em frigorífico da JBS nos EUA ameaça oferta de carne bovina

Cerca de 3,8 mil trabalhadores iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (16), na unidade de Greeley, no Colorado

Foto: Assessoria/JBS

 

Funcionários de um frigorífico da JBS iniciaram nesta segunda-feira (16) uma greve na planta de Greeley, no Colorado, uma das maiores unidades de processamento de carne bovina dos Estados Unidos. A paralisação envolve cerca de 3,8 mil trabalhadores e foi convocada pelo sindicato United Food and Commercial Workers Local 7 após impasse nas negociações de um novo contrato.

O movimento ocorre em meio a denúncias de práticas trabalhistas injustas e reivindicações por reajustes salariais, melhores condições de segurança e redução de custos com planos de saúde. Segundo o sindicato, as negociações com a empresa não avançaram nas últimas semanas.

A greve pode afetar o abastecimento de carne bovina no país porque a unidade é uma das maiores do setor, em um momento em que a indústria já enfrenta escassez de gado e preços elevados nos supermercados. Analistas apontam que paralisações nesse cenário podem pressionar ainda mais o mercado.

“É provável que compradores de carne tenham aumentado a contratação antecipada de volumes, mas isso também limitará a quantidade de carne disponível no mercado diário”, afirmou Chris Lehner, da ADM Investor Services.

Para que o impacto da greve seja limitado, a JBS afirmou que vai transferir temporariamente parte da produção para outras unidades para evitar interrupções no fornecimento de carne aos consumidores enquanto tenta resolver o impasse com os trabalhadores.

Em comunicado, o sindicado informou que a JBS se recusou a se reunir com os trabalhadores durante o fim de semana para evitar a paralisação e que a proposta feita pela empresa ainda não acompanha a alta do custo de vida.