POLÍTICA


Jerônimo diz que ordem de serviço da estação Campo-Grande deve ser assinada apenas em abril

Governador afirma que aguarda agenda de Luiz Inácio Lula da Silva para formalizar início das obras do novo trecho em Salvador

Foto: GOVBA

 

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (10) que a assinatura da ordem de serviço para a construção da estação de metrô do Campo-Grande, em Salvador, pode ocorrer apenas em abril. A previsão inicial era que o documento fosse assinado ainda em março.

Segundo o governador, a definição da data está condicionada à agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi convidado para participar da cerimônia de lançamento das obras.

Apesar da expectativa pela assinatura formal, Jerônimo afirmou que os preparativos para a obra já começaram. Entre as medidas em andamento estão processos de desapropriação de áreas necessárias para a intervenção e a retirada de equipamentos em locais já liberados.

“Fizemos o convite e as atividades não estão paradas. A desapropriação já está acontecendo e, nas áreas regularizadas, a CTB orientou a empresa a iniciar a retirada de equipamentos para preparar o início da obra. Estamos aguardando apenas formalizar a ordem de serviço para autorizar publicamente o último trecho do Tramo 4, chegando ao Campo-Grande”, explicou.

O governador também disse que espera contar com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante o evento. “Gostaria muito da presença do ministro Rui Costa. Caso a agenda do presidente Lula não permita, até porque temos a proximidade da Semana Santa e da Sexta-feira da Paixão, a assinatura pode ficar para abril. Mas isso não significa que a obra esteja parada”, acrescentou.

Durante a coletiva, Jerônimo também comentou a exoneração de um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia que teria manifestado apoio político ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, apontado como possível candidato ao governo do estado.

O governador negou que a decisão tenha relação com perseguição política e afirmou que o oficial apenas deixou uma função específica dentro da corporação. “Não houve exoneração da carreira ou do cargo efetivo. Ele apenas saiu de uma função que ocupava. Mudanças desse tipo são rotineiras dentro da Polícia Militar. Quem é concursado continua no seu posto”, afirmou.