BRASIL


‘Caso Master mostra que existem multinacionais do crime’, diz diretor-geral da PF

Andrei Rodrigues falou em evento sobre como a instituição tem atuado

Foto: Divulgação

 

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que o caso envolvendo o Banco Master tem mostrado como grupos criminosos operam no Brasil como “multinacionais do crime”, estendendo rapidamente suas conexões e operações a outros países.

“Essas organizações criminosas do colarinho branco é que tentam interferir na economia e tentam alcançar determinados segmentos”, disse Andrei Rodrigues em evento realizado pelo veículo de comunicação Valor Econômico, em São Paulo.

Para Rodrigues, o método para conter organizações criminosas que se infiltram em segmentos “legais” é fazer cooperação entre instituições de combate ao crime, a exemplo de Receita Federal, Banco Central, Controladoria Geral da União, setor de inteligência do INSS e secretarias estaduais de Fazenda.

Entenda o caso

A Polícia Federal prendeu na manhã de quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master, do qual era proprietário e que foi liquidado pelo Banco Central. Vorcaro já havia sido preso em novembro, mas foi liberado pouco menos de duas semanas depois.

Vorcaro é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde a segunda prisão de Vorcaro, nomes de autoridades e políticos têm sido vazados em conversas com o banqueiro pelo celular.