ECONOMIA


Desigualdade de gênero persiste no mercado de trabalho baiano, aponta levantamento

Mulheres têm maior escolaridade, mas enfrentam mais desemprego e recebem vários salários menores

Foto: Jean Vagner/SEI/Gov-BA

 

As desigualdades de gênero seguem presentes no mercado de trabalho da Bahia, apesar dos avanços na qualificação feminina. Levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados da PNAD Contínua do quarto trimestre de 2025 do IBGE, divulgado em alusão ao Dia Internacional da Mulher, aponta diferenças entre homens e mulheres na participação no mercado, nas taxas de desemprego e nos rendimentos.

Em 2025, a taxa de participação na força de trabalho foi de 69,2% entre os homens e de 50% entre as mulheres na Bahia, uma diferença de 19,2 pontos percentuais. A taxa de desocupação feminina também foi maior, chegando a 10,8%, quase o dobro da registrada entre os homens, que foi de 5,8%. O desalento, quando a pessoa desiste de procurar emprego, atingiu 253 mil mulheres, contra 169 mil homens.

Apesar de apresentarem maior escolaridade média e presença em ocupações técnicas, administrativas e intelectuais, as mulheres ainda estão concentradas em setores como serviço e comércio, que costumam ter maior rotatividade e menores rendimentos. O trabalho doméstico remunerado também permanece majoritariamente feminino e marcado pela informalidade.

Os dados mostram ainda diferença salarial. Em 2025, a renda média no trabalho principal foi de R$ 2.440,63 para os homens e de R$ 2.033,96 para as mulheres, o que representa cerca de 83,3% do rendimento masculino. Segundo a SEI, o cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades de gênero no mercado de trabalho.