POLÍTICA


Alcolumbre mantém votação sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Decisão do presidente do Senado ocorre após questionamentos sobre votação simbólica no colegiado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), decidiu manter a votação que aprovou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A definição foi anunciada nesta terça-feira (3).

A medida havia sido aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) em votação simbólica, modelo em que a contagem ocorre de forma visual. Parlamentares recorreram a Alcolumbre sob o argumento de que havia maioria no colegiado para validar a decisão. O presidente do Senado afirmou que analisava o caso e que ouviria a defesa antes de deliberar. “Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia”, declarou anteriormente.

Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser citado por parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger, com possíveis menções a ele.

Roberta é apontada como amiga de Lulinha e teria recebido pagamentos de Antônio para atuar junto a órgãos de saúde na comercialização de produtos de cannabis medicinal. Ela foi alvo de operação da PF e nega qualquer irregularidade na relação com o empresário.

De acordo com o relator do caso na CPMI, o deputado Alfredo Gaspar, a quebra de sigilo foi solicitada diante da suspeita de que Lulinha teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo.

Relatório do Coaf

Em fevereiro, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos), estabeleceu prazo de cinco dias para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhasse relatório de inteligência financeira referente a Lulinha, com dados entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de janeiro de 2026.

Segundo Viana, o pedido partiu de parlamentares governistas. “O governo veio à CPMI hoje com a decisão de bloquear toda a pauta e, por requerimento, solicitar uma votação em bloco. Contei duas vezes sete votos contrários, portanto a pauta de hoje está aprovada na integralidade”, afirmou.