ECONOMIA


Executiva deixa marketing do Bradesco e assume Consórcios com foco em resultados e digitalização

Após quatro anos à frente da marca, Nathália Garcia passa a liderar unidade que responde por 10% do faturamento líquido do banco

Foto: Assessoria Bradesco

 

Com 25 anos de carreira no setor financeiro, Nathália Garcia encerra um ciclo de quatro anos no marketing do Bradesco, dois deles como CMO, para assumir a diretoria de Consórcios da instituição. Primeira mulher a comandar a área de marketing do banco, ela afirma que a experiência foi transformadora. Durante sua gestão, conectou métricas de marca, como o NPS, diretamente ao desempenho financeiro do varejo e promoveu mudanças na relação com agências, defendendo modelos de remuneração mais alinhados a resultado.

“Foi uma experiência incrível e saio muito mais forte. O marketing foi uma disciplina completamente fora da curva natural que eu vinha percorrendo em meus 25 anos de banco”, disse.

Segundo a executiva, o foco foi levar racionalidade de negócio à comunicação. “Tentei trazer o viés de negócio para o marketing, algo que é muito falado, mas pouco executado com comprovação de números.” Ela também destacou a reformulação dos processos de concorrência entre agências, movimento que, segundo relata, gerou “um susto positivo” no mercado e teve respaldo interno por estar fundamentado em dados.

Agora, à frente de uma unidade que representa cerca de 10% do faturamento líquido do banco, Nathália assume um P&L completo e a gestão end-to-end da operação. “Ter o P&L sob sua gestão dá autonomia e voz na mesa”, afirmou. Para ela, a nova posição reforça seu perfil de executiva orientada a resultado, com responsabilidade direta sobre receita, eficiência e expansão do negócio.

No comando dos Consórcios, a prioridade será modernizar a jornada e ampliar a compreensão do produto. “O consórcio é um excelente produto de planejamento financeiro, sem juros, mas as pessoas têm dificuldade de entender como ele se encaixa no ciclo de vida”, disse. A executiva aposta na digitalização para reduzir fricções, o número de documentos exigidos já caiu de 16 para 4, e vê oportunidades de crescimento, especialmente no agronegócio e em maquinário. A tecnologia, segundo ela, será central para tornar o processo mais transparente e acessível ao cliente.