SALVADOR


Em estado de abandono há 11 anos, antigo Centro de Convenções deve ser vendido até dezembro, diz Jerônimo

Após promessas reiteradas da gestão estadual, terreno que abriga equipamento inutilizável continua a ser alvo de invasões, furtos e depredações

 

Imagem: Reprodução/TV Bahia

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) estipulou o mês de dezembro deste ano como novo prazo para a venda do antigo Centro de Convenções da Bahia, no bairro da Boca do Rio, em Salvador. Fechado há 11 anos e em estado de abandono, o equipamento é alvo de invasões, furtos e depredações.

Desde então, a gestão estadual atribui as tentativas frustradas de comercialização do terreno a entraves burocráticos.

“Foi publicada a venda do atual terreno. A Bahia tem, nesse caso aqui, em Salvador, a expectativa que a gente possa fazer o planejamento de ação dentro do nosso programa até dezembro”, disse Jerônimo Rodrigues ao reiterar promessas já feitas anteriormente. A declaração foi dada em entrevista coletiva.

O prédio foi interditado em maio de 2015, no governo  Rui Costa (PT). Inspeção da Defesa Civil (Codesal) apontou problemas estruturais graves e falta de manutenção.

Em 23 de setembro de 2016, parte da estrutura da fachada e do teto desabou, o que tornou o espaço inutilizável.

Em 2021, a Alba (Assembleia Legislativa da Bahia) chegou a autorizar a venda do imóvel, avaliado à época em R$ 300 milhões. Uma dívida trabalhista com ex-funcionários da Bahiatursa, no entanto, impediu a operação.

Em janeiro de 2025, o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, afirmou que a venda do terreno seria selada ainda naquele primeiro semestre —a lista incluía as alienações do Colégio Estadual Odorico Tavares, no Canela, e da sede do Detran, na avenida ACM.

Em uma entrevista recente, Jerônimo se referiu ao equipamento como “trambolho”, o que gerou duras críticas de opositores.

“Se hoje é chamado de ‘trambolho’, isso é consequência direta de anos de incompetência e abandono de três governos do PT. O problema não é o prédio, é a gestão que deixou virar ruína”, afirmou o vereador Claudio Tinoco, para quem o termo empregado pelo governador revela o “desprezo” com que o PT tratou um patrimônio estratégico do turismo e da economia da capital.