ECONOMIA


Petróleo dispara até 13% após ataques de EUA e Israel ao Irã; alta é a maior em 8 meses

Barril chegou a atingir US$ 81,89 na primeira sessão desde ofensiva no Oriente Médio

Foto: Reprodução/Freepik

 

Os preços do petróleo dispararam na primeira sessão do mercado após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã que mataram Ali Khamenei, líder supremo do país.

O barril do tipo Brent, referência global, chegou a subir 13% na abertura do mercado internacional neste domingo (1º), alcançando US$ 81,89 (R$ 420,46) no contrato de maio. O ouro avançou cerca de 3%, enquanto as principais Bolsas do mundo operaram em queda — com exceção da China, que fechou no maior nível em dez anos.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, foi o maior valor intradiário do Brent desde 22 de junho de 2025, quando atingiu US$ 81,40, também em meio à escalada do conflito. Naquela ocasião, os EUA haviam entrado diretamente na guerra entre Irã e Israel, iniciada em 13 de junho, ao bombardear instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan, o que elevou os temores de agravamento da crise. Dias depois, porém, os preços recuaram e ficaram abaixo de US$ 70 após a decretação de um cessar-fogo.

A sessão iniciada na noite de domingo (no Brasil) foi a primeira após os novos bombardeios e a retaliação iraniana. O mercado estava fechado desde sexta-feira (27), quando o Brent encerrou cotado a US$ 72,87.

Depois de atingir US$ 81,89 por volta das 20h de domingo (horário de Brasília), o barril perdeu força e era negociado a US$ 79,38 (R$ 412,53) por volta das 10h desta segunda-feira. Analistas avaliam que a cotação pode superar US$ 100 nos próximos dias caso o conflito se intensifique.