ECONOMIA


Bitcoin cai pelo 5º mês seguido e mercado debate possível fundo

Criptomoeda acumula queda de 25% em 2026 e já recua quase 50% desde o pico histórico

Foto: Reprodução/ Freepik

 

O Bitcoin caminha para fechar fevereiro com queda próxima de 17%, acumulando o quinto mês consecutivo no vermelho. No ano, a desvalorização já chega a 25%, e o ativo é negociado cerca de 48% abaixo do recorde de US$ 126 mil registrado em outubro de 2025. A sequência negativa se aproxima da observada entre o fim de 2018 e o início de 2019, quando a criptomoeda caiu por seis meses seguidos.

A pressão recente ocorre em meio à queda das bolsas americanas e à busca por ativos considerados mais seguros, como o ouro, diante de riscos macroeconômicos e tensões geopolíticas. Ainda assim, analistas avaliam que o cenário atual difere dos ciclos anteriores. Para representantes da Coinbase e da 21Shares, o movimento reflete uma reprecificação macroeconômica e redução de alavancagem, e não deterioração estrutural do ativo.

Dados da 21Shares indicam cerca de US$ 1,4 bilhão em liquidações de posições compradas em fevereiro, com queda relevante no interesse aberto em contratos futuros. Apesar disso, a volatilidade atual é inferior à registrada em ciclos anteriores, o que sugere um mercado mais maduro e com maior presença institucional.

Parte dos analistas considera que o Bitcoin pode estar próximo de um fundo na região dos US$ 60 mil, embora ainda haja cautela. O comportamento dos ETFs ligados ao ativo e o fluxo de recursos nos próximos meses devem servir como termômetro para confirmar se o mercado entrou em fase de estabilização ou se novas quedas ainda estão no radar.