ECONOMIA


CNI aponta pior janeiro da construção civil em nove anos

Nível de atividade recua ao menor patamar desde 2017 e emprego acumula três meses de queda

Foto: Bruno Concha/Secom/Prefeitura de Salvador

 

A indústria da construção iniciou 2026 com o desempenho mais fraco para o mês de janeiro desde 2017, segundo sondagem divulgada nesta quinta-feira (26) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O nível de atividade do setor caiu para 43,1 pontos em janeiro, abaixo dos 44,7 registrados em dezembro, retornando ao patamar observado há nove anos.

Embora a desaceleração entre dezembro e janeiro seja considerada sazonal, a entidade avalia que, neste ano, o recuo foi mais intenso e disseminado. O número de empregados também apresentou retração pelo terceiro mês consecutivo, passando de 45,7 pontos para 45,3 pontos no período.

Outro indicador relevante, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO), atingiu o menor nível em quatro anos, sinalizando ociosidade maior nos canteiros e menor ritmo de execução de obras.

De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o cenário é influenciado pelo ambiente de juros elevados, que encarece o crédito e dificulta tanto o acesso das empresas a financiamento quanto a tomada de novos empréstimos para investimentos. O custo maior do dinheiro também afeta a demanda, impactando diretamente o desempenho da construção civil.