ECONOMIA


Bolsas latino-americanas disparam e têm melhor começo de ano em mais de três décadas

No horizonte dos investidores estão também as eleições presidenciais no Brasil e na Colômbia

Foto: Freepik

 

As bolsas da América Latina iniciaram 2026 com desempenho que não era visto desde o início da década de 1990. O avanço é impulsionado por um fluxo intenso de capital estrangeiro, no ritmo mais acelerado dos últimos dez anos, que tem levado os principais índices da região a patamares históricos.

Brasil, Colômbia e México concentram a maior parte das compras internacionais. O movimento ajudou o índice MSCI Emerging Markets Latin America a alcançar o nível mais alto em onze anos, acumulando valorização superior a 20% neste ano — o melhor início anual desde 1991.

O retorno do interesse pela região ocorre em meio a uma reavaliação estratégica de investidores globais, que voltam a olhar para mercados considerados subavaliados. No horizonte estão também as eleições presidenciais no Brasil e na Colômbia, vistas por parte do mercado como oportunidade para ajustes na condução da política econômica e possível flexibilização monetária.

O rali ganhou força adicional após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar as tarifas globais implementadas pelo presidente Donald Trump. A decisão foi interpretada como fator positivo para ativos de risco fora dos EUA, reduzindo incertezas comerciais e fortalecendo o ambiente para emergentes.

Especialistas destacam que, além do movimento específico para a América Latina, há uma tendência mais ampla de diversificação internacional. Investidores têm reduzido exposição a ativos norte-americanos diante de preocupações fiscais e do cenário político nos Estados Unidos, o que também pressiona o dólar e favorece mercados emergentes.

Nesse contexto, a região volta a figurar no radar global após anos de alocação reduzida, beneficiando-se tanto de fatores internos quanto do reposicionamento estratégico de capital no cenário internacional.