ECONOMIA


Ouro volta a superar US$ 5 mil após decisão da Suprema Corte dos EUA; prata dispara

Na Comex, o contrato do ouro para abril fechou com valorização de 1,67%, cotado a US$ 5.080,90 por onça-troy

Foto: Reprodução/Pixabay

 

O ouro encerrou a sexta-feira (20) em alta, após uma sessão marcada por forte volatilidade, e voltou a ultrapassar o patamar de US$ 5 mil por onça-troy, nível que havia perdido no dia anterior. O movimento foi influenciado principalmente pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que barrou a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump, gerando incertezas sobre os desdobramentos para a inflação e para a condução da política monetária.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York, o contrato do ouro para abril fechou com valorização de 1,67%, cotado a US$ 5.080,90 por onça-troy. A prata para março também registrou forte alta, de 6,07%, encerrando a US$ 82,34 por onça-troy. No acumulado da semana, os ganhos foram de 0,69% para o ouro e 5,6% para a prata.

O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que ainda é difícil dimensionar os efeitos da decisão judicial, já que o impacto dependerá, entre outros fatores, da reação das empresas. Ele observou ainda que é preciso avaliar se o governo norte-americano dispõe de outros instrumentos legais para restabelecer as tarifas.

Mesmo com a avaliação de que a maioria das tarifas foi considerada ilegal, análises de mercado apontam que o tema pode não estar totalmente superado, caso a Casa Branca busque nova base jurídica para sustentar a medida. Investidores também monitoraram a divulgação do núcleo do PCE de dezembro. Segundo a consultoria Pantheon, os membros do FOMC devem aguardar sinais mais consistentes de convergência da inflação à meta de 2% antes de considerar qualquer flexibilização adicional na política monetária.