ECONOMIA


Fundos ligados ao Master e à Reag compraram fatia relevante do BRB antes de crise

Segundo colunistas, aquisição ocorreu após aumento de capital aprovado pelo Banco de Brasília

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

Fundos e investidores com vínculos ao Banco Master e à Reag Investimentos adquiriram 33% das ações preferenciais e 11% das ordinárias do Banco de Brasília (BRB) antes da tentativa de compra do Master pela instituição. As informações são da coluna “Grande Angular”, das jornalistas Lilian Tahan e Isadora Teixeira, do Metrópoles.

De acordo com a matéria, em julho de 2024, o Conselho de Administração do BRB aprovou o aumento de capital da instituição. Na época, o BRB emitiu 124 milhões de ações e passou a ter, no mercado, 486 milhões de ações. O grupo Master/Reag tornou-se dono de 25% do capital do Banco de Brasília.

Meses depois, o Banco Master e a Reag tornaram-se alvo de operações da Polícia Federal e acabaram sendo liquidados pelo Banco Central, o que resultou em um rombo de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Com isso, o BRB ficou em um prejuízo de R$ 107 milhões ao emitir as ações em 2024, porque vendeu os papéis por R$ 8,45, embora valessem R$ 9,95 à época.

O Reag e o Master eram os segundo maiores acionista do BRB, ficando atrás apenas do Governo do Distrito Federal (GDF).