POLÍTICA


Esposa de Ramagem chama retorno ao trabalho presencial em RR de ‘perseguição’

Procuradora afirma atuar em teletrabalho desde 2016 e critica decisão da PGE que determinou presença física obrigatória

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

A procuradora do Estado de Roraima, Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), classificou como “perseguição política” a decisão que determinou seu retorno ao trabalho presencial. A medida foi adotada pelo procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão.

Em publicação nas redes sociais, Rebeca afirmou que exerce suas funções em regime de teletrabalho desde 2016, “sem qualquer prejuízo ao serviço público”, e que a determinação rompe a isonomia interna, já que, segundo ela, cerca de um terço dos procuradores permanece em atuação remota. Ela também apontou que a ordem coincide com o período em que seu marido está nos Estados Unidos.

Rebeca entrou em férias em novembro e, posteriormente, apresentou atestado médico solicitando licença por 60 dias, alegando impactos emocionais e psicológicos. O pedido foi aceito pela administração estadual. Desde então, ela não retomou as atividades.

O salário bruto mensal da procuradora era de cerca de R$ 46 mil, mas os pagamentos foram suspensos e as contas bloqueadas em dezembro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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