BRASIL


Rodovias federais registram 130 mortes durante o Carnaval, maior número desde 2020

Número de vítimas supera o do ano passado e PRF aponta aumento de 8,54% nos acidentes graves durante o feriado

Foto: Divulgação/PRF

 

As rodovias federais registraram 130 mortes e 1.481 feridos em 1.241 acidentes de trânsito durante o feriado de carnaval de 2026, entre os dias 13 e 18 de fevereiro. Os números superam os do carnaval de 2025, quando 85 pessoas morreram e 1.433 ficaram feridas em 1.190 ocorrências.

O balanço parcial foi divulgado nesta quinta-feira, 19, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Mesmo preliminares, os dados indicam que este foi o carnaval mais violento nas estradas federais desde 2020.

Segundo a corporação, houve aumento de 8,54% nos acidentes graves. A maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.

A PRF também informou que alguns dos acidentes com múltiplas mortes ocorreram em trechos que não eram considerados críticos. Apesar do reforço na fiscalização para prevenir ocorrências, parte dos casos mais graves foi registrada fora das áreas classificadas como prioritárias.

Antes do início do feriado, a corporação havia lançado a Operação Carnaval 2026, com atuação permanente e intensificada nos trechos com maior índice de infrações associadas a acidentes letais, especialmente nos corredores que dão acesso a destinos tradicionais como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará.

A operação incluiu ações educativas voltadas aos riscos da combinação de álcool e direção, além do excesso de velocidade e das ultrapassagens proibidas.

Durante o período, 326.548 pessoas e veículos foram abordados, com a realização de 118.321 testes de alcoolemia. Ao todo, 2.400 motoristas foram autuados por dirigir sob efeito de álcool ou por se recusarem a realizar o teste, sendo que 93 foram detidos.

Mais de 55,5 mil imagens de veículos acima do limite de velocidade foram registradas. Também foram emitidos 8.177 autos de infração por ultrapassagens proibidas, 1.013 por transporte de crianças sem cadeirinha, 964 por falta do uso do cinto de segurança e 1.954 por condução de motocicletas sem capacete.