ECONOMIA


Em reestruturação, Nestlé anuncia venda de sua divisão de sorvetes

A ideia é reestruturar a Nestlé em torno de quatro negócios principais: café, nutrição, alimentos e cuidados com animais de estimação

Foto: Reprodução/ Youtube

 

A Nestlé, gigante multinacional suíça do setor de alimentos e bebidas, que vem enfrentando dificuldades financeiras e passa por uma reestruturação, informou que venderá sua divisão de sorvetes para a joint venture Froneri. A informação é do portal Metrópoles.

“Joint venture” é um modelo de colaboração empresarial que consiste na união de duas ou mais empresas com o objetivo de executar um projeto. Criada em 2016, a Froneri é uma das maiores empresas de sorvetes do mundo, resultado de uma joint venture entre a Nestlé e a R&R, com sede no Reino Unido.

Entenda

De acordo com a Nestlé, a ideia é reestruturar a companhia em torno de quatro negócios principais: café, nutrição, alimentos e cuidados com animais de estimação.

A multinacional deve integrar as divisões de nutrição e ciências da saúde em uma única empresa.

A Nestlé também anunciou que a CEO da unidade de ciências da saúde, Anna Mohl, deixará o cargo.

Além disso, a companhia afirmou que pretende concluir a venda de sua divisão de águas e bebidas até 2027.

 

Vendas sobem

A Nestlé informou ainda que as vendas orgânicas registraram crescimento de 3,5% em 2025, levemente acima das estimativas do mercado, alcançando 89,49 bilhões de francos suíços (o equivalente a US$ 115,75 bilhões).

 

Demissões e corte de custos

Em outubro do ano passado, também como parte do processo de reestruturação interna, a Nestlé anunciou uma nova rodada de demissões – atingindo 16 mil funcionários.

O corte representou 5,8% da força de trabalho da Nestlé, que emprega 277 mil pessoas.

Na ocasião, a Nestlé também informou que aumentou sua meta de redução de custos até o fim de 2027, de US$ 3,13 bilhões para US$ 3,76 bilhões.

 

Ações

As ações da Nestlé negociadas na Bolsa de Valores de Zurique (Suíça) registravam ganhos no pregão desta quinta-feira (19/2).

Por volta das 8h15 (pelo horário de Brasília), os papéis da companhia avançavam 1,57% e eram cotados a 79,60 francos suíços.