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Mark Zuckerberg começa a ser julgado nos EUA por suposto incentivo ao vício de menores

Ação acusa redes sociais da Meta de causarem danos psicológicos a crianças e pode abrir precedente contra gigantes da tecnologia

Foto: Muhammad Aamir Sumsum/Shutterstock

 

O julgamento do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teve início nesta quarta-feira (18), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O empresário é acusado de utilizar recursos e estratégias da empresa para estimular o uso compulsivo das redes sociais por crianças e adolescentes. Esta é a primeira vez que Zuckerberg comparece à Justiça para responder formalmente às acusações.

Uma jovem de 20 anos acusa a Meta, Snapchat, TikTok e YouTube de teram lhe causado ansiedade, depressão e problemas de autoimagem após abrir sua primeira conta em plataformas aos 8 anos.

De acordo com a CNN dos EUA, Zuckerberg não respondeu sobre qual seria sua mensagem para os pais que afirmam que seus filhos foram prejudicados pelas redes sociais.

O dono do Facebook também foi questionado se crianças menores de 13 anos têm acesso ao Instagram, já que o aplicativo exige que os usuários tenham essa idade para se cadastrar. Ele afirmou que os menores “não têm permissão para usar o Instagram”.

Caso as empresas da Meta sejam condenadas, o resultado pode abrir um precedente importante na responsabilização das plataformas de tecnologia no mundo todo. Apenas nos EUA, diversas pessoas, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais entraram com ações judiciais semelhantes.

O principal argumento é que as redes sociais foram criadas para serem viciantes, como cigarros ou máquinas caça-níqueis de cassino.