POLÍTICA


Mesmo com operação, CPI vai votar convocação de esposa de Moraes

Após operação da PF contra quebras de sigilo de familiares de ministros do STF, CPI do Crime mantém votação para ouvir esposa de Moraes

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

Mesmo com a operação da Polícia Federal para apurar quebras de sigilo ilegais de familiares de ministros do STF, a CPI do Crime Organizado irá votar a convocação da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Segundo o relator da comissão, senador Alessandro Vieira, está de pé o plano de votar, no dia 25 de fevereiro, seus pedidos de convocação da esposa de Moraes e dos irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio.

Os pedidos de convocação, protocolados pelo relator da comissão de inquérito, baseiam-se em revelações de relações financeiras de familiares de ministros com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Por exemplo, Vieira fala, no pedido para ouvir Viviane Barci, do contrato de honorários no valor de R$ 129 milhões de seu escritório com o Master, obtido por meio de “documentos preliminares e informações de inteligência financeira”.

Já no caso dos irmãos do ministro Dias Toffoli, Vieira pede a convocação por causa da venda de sua participação no Tayayá Aqua Resort para a Arleen Fundo de Investimento, ligada ao Banco Master.

Toffoli deixou de ser relator do caso no STF na quinta-feira (12/2), após a revelação de que o ministro também era sócio da empresa familiar que possuía cotas no resort, localizado no Paraná.

Operação contra quebras ilegais

A operação desta terça-feira (17) acontece um dia após o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, revelar que o sigilo fiscal da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci, teria sido acessado de maneira indevida.

A advogada não foi o único alvo. O Metrópoles apurou que o filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial.

A coluna apurou que as medidas cautelares foram autorizadas por Moraes no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os servidores foram alvo de busca e apreensão. Por ordem de Moraes, foram ainda afastados das funções públicas, tiveram passaportes cancelados e passaram a usar tornozeleira eletrônica.

Moraes também determinou a quebra dos sigilos dos servidores para investigar se receberam dinheiro — e de quem — em troca do vazamento dos dados.