CARNAVAL


Janja diz não ter desfilado na Sapucaí para evitar perseguição a quem ‘mais ama na vida’

Primeira-dama foi substituída pela cantora Fafá de Belém em carro alegórico

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, decidiu não desfilar em carro alegórico no Sambódromo no domingo (15) para evitar que Lula e a escola de samba Acadêmicos de Niterói sofressem perseguição, segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. O enredo foi em homenagem ao petista.

A cantora Fafá de Belém a substituiu no carro alegórico.

Em vez disso, ela assistiu à passagem da agremiação ao lado do marido, no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro.

Em um texto enviado à jornalista da Folha, a assessoria dela afirmou que, “mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”.

A semana que antecedeu o desfile foi de intensa pressão sobre o governo e a primeira-dama por causa da homenagem.

A oposição recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir que a escola saísse na avenida, alegando que se tratava de propaganda eleitoral antecipada.

Os magistrados negaram a liminar, mas alertaram que “eventuais ilícitos” seriam apurados “posteriormente”. A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, chegou a afirmar que a festa do Carnaval não pode ser “fresta” para crimes eleitorais e que haveria um “risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito” no caso, o que seria analisado pela Justiça Eleitoral.