POLÍTICA


Nelson Leal reage após fala de Jerônimo sobre regulação: “Insensibilidade inaceitável”

Segundo Nelson Leal, a situação da regulação é realidade documentada

Foto: Sandra Travassos/ALBA

Após uma fala do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em uma entrevista coletiva sobre a situação da regulação da saúde na Bahia ao dizer que “é boa”, o deputado estadual Nelson Leal (PP) lamentou a declaração e disse ser uma fala insensível e desrespeitosa diante da realidade enfrentada por milhares de famílias no estado.

O parlamentar lembrou que não se trata de percepção subjetiva, mas de números e relatos concretos de cidadãos que aguardam por atendimento há semanas. “É completamente lamentável que o governador minimize uma questão tão grave com palavras desdenhosas. Estamos falando de vidas que aguardam na fila da regulação por atendimento médico urgente, pacientes com indicação de cirurgia, de internação e de tratamentos que simplesmente não avançam porque não há vagas. Essa é uma realidade documentada. Reduzir essa dor a ‘pirraça’ é uma demonstração de insensibilidade inaceitável com as pessoas, principalmente aquelas mais humildes, que não têm condições de pagar por atendimento”, afirmou Leal.

Dados publicados recentemente mostram que a situação da regulação na Bahia vem se deteriorando de forma preocupante. Especialidades como cirurgia geral, ortopedia, ginecologia e cardiologia estão entre as com maiores tempos de espera, e há relatos de pacientes aguardando meses por um atendimento que nunca chega.

Para o deputado, o problema é factual e amplamente registrado nos dados oficiais do próprio sistema de saúde, e exige uma ação urgente do governo estadual. “Se a regulação é ‘boa’, como diz o governador, por que os números mostram filas intermináveis, pessoas aguardando por cirurgia e por vagas hospitalares por meses? Que lógica é essa em que a realidade dos indicadores contradiz a avaliação do gestor? O que está acontecendo não é pirraça, é uma crise de saúde pública”, declarou.

“Infelizmente, o governador não reconhece o problema porque já mostrou repetidas vezes que não tem capacidade de enfrentá-lo. A crise da regulação é apenas mais um sintoma do colapso da saúde na Bahia, que tem apresentado serviços insuficientes e desorganizados, com pacientes obrigados a esperar por atendimento em condições que não respeitam a dignidade humana”, acrescentou.