ELEIÇÕES


Flávio Bolsonaro diz acreditar que ‘terceira via’ não estará com Lula em eventual 2º turno

Segundo o pré-candidato à Presidência, o cenário ficará mais claro após prazo de desincompatibilização, em abril

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (11) que acredita no apoio de partidos da chamada “terceira via” em um eventual segundo turno das eleições deste ano contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante participação no CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual.

“Todo mundo está vendo que há uma clara opção, por parte da grande maioria do eleitorado, que coloca Flávio Bolsonaro e o candidato ‘das trevas’ com pisos muito altos”, disse o senador em participação de painel do CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual. “Mas, tenho certeza de que essa possível terceira via, não estando, não passando para o segundo turno, não vai caminhar com o Lula também.”

Flávio afirmou ter convicção de que partidos do Centrão, com os quais mantém diálogo, não estarão alinhados ao PT. Disse ainda que tem mantido conversas com diferentes legendas, mas adota postura reservada em relação às articulações.

De acordo com o senador, a tendência é que as siglas acabem aderindo ao projeto de oposição a Lula. Ele citou conversas com lideranças como o presidente do PP, Ciro Nogueira; o dirigente do União Brasil, Antônio Rueda; o presidente do PSD, Gilberto Kassab; a líder do Podemos, Renata Abreu; e Marco Pereira, do Republicanos, que já o recebeu uma vez, apesar de “conversarem menos”.

“Todo mundo estava apostando que o Tarcísio seria o candidato indicado pelo presidente Bolsonaro”, continuou. “Ele aparecia nas pesquisas com números melhores do que os do Flávio Bolsonaro. Só que se passaram esses dois meses e várias pesquisas já mostram isso com relação a mim.”

O senador avaliou que o processo eleitoral segue dentro do cronograma esperado e que ainda é cedo para decisões definitivas das legendas. Segundo ele, o dia 5 de abril, prazo de desincompatibilização de chefes do Executivo, será determinante para clarear o cenário político.

Até lá, afirmou, os partidos analisam se uma coligação nacional com o PL fortalece ou prejudica estratégias regionais. Flávio disse respeitar candidaturas próprias e declarou que continua trabalhando para ampliar o número de aliados no que chamou de uma “caminhada da vitória”.

O parlamentar também afirmou que não conversou com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre eventual composição como vice-presidente, nem sugeriu que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) fosse candidato ao governo mineiro. No entanto, reconheceu que o deputado participará da definição do nome bolsonarista para a disputa no Estado.

Com informação do Estadão Conteúdo