CARNAVAL


Justiça autoriza retomada do uso da ‘passarela do Apartheid’ no Carnaval de Salvador

A liberação está condicionada ao cumprimento de exigências ambientais estabelecidas na decisão judicial

Foto: Assessoria/Camarote Glamour

 

A Justiça Federal da 13ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia autorizou, nesta terça-feira (10), a retomada da utilização da chamada “passarela do Apartheid” durante o Carnaval de 2026. A liberação está condicionada ao cumprimento de exigências ambientais estabelecidas na decisão judicial.

De acordo com a produção do Camarote Glamour, responsável pela estrutura, a passarela poderá funcionar de forma regular, desde que sejam respeitadas integralmente as determinações da Justiça e as normas ambientais aplicáveis.

Ainda segundo a organização, não houve desmatamento ou supressão de vegetação arbórea na área onde a passarela está instalada. O local já se encontrava antropizado desde a década de 2000, sendo composto basicamente por grama e solo exposto, sem cobertura vegetal relevante.

Como medida adicional de responsabilidade ambiental, o Camarote Glamour informou que executará um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). A iniciativa, conforme a produção, não tem o objetivo de recompor um dano inexistente, mas de promover melhorias ambientais, com o plantio de espécies nativas adequadas à estabilização do solo e à qualificação paisagística do espaço.

A passarela é uma estrutura temporária e, segundo os organizadores, contribui para a organização do fluxo de pessoas, redução de aglomerações e melhoria da mobilidade no circuito, beneficiando foliões, trabalhadores, artistas, além de autoridades e órgãos públicos que atuam durante o Carnaval de Salvador.