POLÍTICA


Vice-governador de MG critica decisão da Justiça e diz abrirá colégios cívicos-militares; assista

“Podem preparar para mandar me prender, porque eu vou abrir colégio cívico-militar assim que eu entrar no exercício como governador do estado dentro de menos de 60 dias", disse mateus Simões

Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

 

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), criticou a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que suspendeu, mais uma vez, o modelo de escolas cívico-militares na rede estadual. Em coletiva de imprensa, Simões afirmou que não aceitará o que classificou como “interferência indevida” do Judiciário e dos órgãos de controle em decisões administrativas do Executivo. A informação é do jornal O Estado de Minas.

A decisão judicial, assinada em caráter de urgência, interrompeu a implementação do modelo a partir do ano letivo de 2026. O magistrado atendeu a um pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) para anular uma decisão anterior da 4ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, proferida em janeiro, que havia liberado o funcionamento das nove unidades já existentes.

Simões disse que, se o objetivo for barrar o crescimento do sistema com base em “tecnicalidades”, os órgãos de controle teriam escolhido “o adversário errado”. Advogado de formação, o vice-governador afirmou que pretende reagir política e administrativamente às decisões judiciais.

Chegou a declarar que, ao assumir o governo do estado, quando Zema se ausentar para a disputa presidencial, criará novos modelos de escolas ligadas ao serviço militar e que não aceitará limites impostos, segundo ele, fora das atribuições constitucionais do Judiciário e do Tribunal de Contas.

“Podem preparar para mandar me prender, porque eu vou abrir colégio cívico-militar assim que eu entrar no exercício como governador do estado dentro de menos de 60 dias. Eu não admito interferência de Judiciário, de Tribunal de Contas em decisões administrativas”, afirmou.

Para Simões, a atuação desses órgãos estaria ultrapassando a linha do controle legal para interferir diretamente na formulação de políticas públicas. “Respeito muitos poderes, desde que eles respeitem o papel do Executivo e que eles se restrinjam a decidir sobre aquilo que compete a eles pela Constituição. Se tentarem atravessar a linha, vão ter que sofrer as consequências, porque nós não estamos submetidos ao Judiciário, como muitas vezes parece”, afirmou, ao sustentar que juízes e tribunais também têm limites institucionais.

“Se infelizmente o STF não encontra limites em Brasília, em Minas Gerais o Tribunal de Justiça vai começar a conhecer limites”, completou, embora a decisão tenha sido proferida pela órgão de justiça da instância mineira e não pela Suprema Corte.

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