ECONOMIA


FGC vai votar plano para cobrir perdas de R$ 50 bilhões após caso Master

Se ideia for aprovada, bancos precisarão antecipar contribuições até 2028 para recuperar fundo

Foto: Assessoria/FGC

 

Espécie de “seguro dos bancos”, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sofreu desfalque com caso Master e propõe recompor cerca de R$ 50 bilhões por meio de contribuições adiantadas dos bancos. A ideia vai ser votada.

Em circunstâncias normais, os bancos pagam ao FGC 0,01% ao mês sobre o total de depósitos que têm garantia do FGC, como poupança, CDB, LCI, LCA e RDB. O dinheiro arrecadado serve como seguro para que, caso um banco quebre, os clientes recebam o dinheiro de volta. Nesse caso, a pessoa física ou jurídica pode receber até R$ 250 mil por banco cada uma. Valores acima de R$ 250 mil não recebem cobertura.

O caso Master, no entanto, deixou o FGC em situação delicada, pois boa parte dos clientes da instituição financeira receberam dinheiro do fundo, que agora precisa “se reerguer”.

A proposta, se for aprovada, estabelecerá que os bancos adiantem todos os pagamentos ao FGC que estavam previstos para acontecer até 2028. Após a conclusão da última parcela, em 2028, o FGC “pagaria aos bancos” de acordo com a taxa Selic. O “pagamento”, no entanto, seria a diminuição da contribuição dos bancos até que a dívida seja quitada anos depois.

O risco, porém, é que situação similar à do Banco Master aconteça, o que forçaria FGC e os bancos a fazer o mesmo movimento para que os clientes de eventual instituição financeira quebrada sejam ressarcidos.