ELEIÇÕES


Wagner ironizaACM Neto após críticas a ato com Lula e diz que Coronel é página virada

Ex-prefeito e pré-candidato a governador chamou de "fracasso" evento de 46 anos do PT em Salvador e de "traição" articulação por chapa pura

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), rebateu nesta segunda-feira (9) críticas do ex-prefeito ACM Neto ao evento de aniversário do partido realizado em Salvador, no sábado. Pré-candidato a governador, ACM Neto classificou o ato como um “fracasso” e chamou de “traição” a movimentação de petistas para a formação da chapa puro-sangue, que resultou no racha com o senador Angelo Coronel e anúncio de sua saída do PSD.

“Para mim, foi um sucesso, o presidente saiu super satisfeito. Era um evento para a militância. Acho que foi um evento espetacular. A fala, o conteúdo, a oposição deveria pegar o conteúdo da fala do presidente e ver se aprende um pouquinho como é que é governar, focado na maioria da população”, disse Wagner em conversa com jornalistas em um agenda com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) no bairro do Rio Vermelho.

O senador também rechaçou declaração de ACM Neto de que Lula “não saiu muito feliz “ao se deparar com “um público limitado”.

“O significado daquele ato, para mim, é muito importante. É gozado que a oposição critica um detalhe que não existiu, em vez de ser contendo conteúdo. Para mim, foi um sucesso”, reagiu Wagner.

Sobre o imbróglio com Angelo Coronel, o petista disse se tratar de uma página virada. “Pelo visto, sim, porque, na verdade, houve um problema interno na relação do PSD aqui [na Bahia].”

O PT pretende lançar uma chapa “puro-sangue” com as candidaturas de Jaques Wagner e do ministro Rui Costa (Casa Civil) ao Senado.

ACM Neto afirmou que a articulação é uma “panelinha” e acenou a Coronel —que mantém conversas para uma possível filiação ao União Brasil.

“Se alguém está vivendo problemas de traição, são eles [base governista]. No final de contas, praticamente colocaram para fora o senador Angelo Coronel, que teria o legítimo direito de ser candidato à reeleição na chapa governista, depois de 10 anos, dois como presidente da Assembleia, oito como senador, prestando relevantes serviços à Bahia. Simplesmente, para prevalecer a chapa ‘puro-sangue’, a chapa da panelinha, eles tiraram Coronel”, declarou o ex-prefeito no desfile do Furdunço, domingo (8).