SALVADOR


Caminhada da Pedra de Xangô reúne fiéis e movimentos culturais neste domingo (8) em Salvador

Manifestação religiosa e cultural celebra a Pedra de Xangô como símbolo sagrado das religiões de matriz africana

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

 

A 17ª edição da Caminhada da Pedra de Xangô será realizada neste domingo (8), em Salvador, reunindo comunidades de terreiro, movimentos culturais e a população em geral em um ato religioso e cultural que celebra e defende a Pedra de Xangô como símbolo sagrado das religiões de matriz africana. A atividade acontece das 8h às 14h, com percurso ao longo da Avenida Assis Valente, no bairro de Cajazeiras X.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e deve reunir adeptos de diferentes estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O cortejo percorre aproximadamente dois quilômetros, com saída do Campo da Pronaica até a Pedra de Xangô. No local, será realizado o depósito do tradicional Amalá de Xangô, prato ritual dedicado ao orixá, composto por quiabo, carne de boi, azeite, frutas e outros vegetais, que é colocado aos pés do monumento, tombado como patrimônio cultural do município desde 2017.

“A Caminhada da Pedra de Xangô é uma manifestação religiosa e cultural de grande importância para a nossa cidade, e a FGM sempre apoia institucionalmente esse evento”, afirma o diretor de Arte e Fomento Cultural da FGM, George Vladimir.

Segundo ele, a Fundação oferece suporte operacional para a realização da atividade. “Auxiliamos na jardinagem, limpeza, lavagem da pedra e do seu entorno, na revisão da iluminação, além do apoio no dia do evento e das articulações com instituições parceiras, como a Transalvador, Limpurb e Guarda Municipal”, explica.

A Pedra de Xangô é um monumento natural que, no século XIX, serviu de abrigo para negros e negras escravizados que fugiam de fazendas da região. Foi nesse território que se organizou o quilombo Orobu, também conhecido como Buraco do Tatu.

Já o Parque Pedra de Xangô se destaca por ser o primeiro parque do Brasil a receber o nome de um orixá, reforçando a importância da preservação da cultura afro-brasileira e da memória histórica da população negra de Salvador.